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PC Silva

PC Silva é cantor e compositor pernambucano, natural de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, e radicado no Recife. Sua obra parte da experiência de viver entre esses dois territórios, mas não se limita a eles. Ao aproximar a poesia popular que atravessa sua região de origem da canção brasileira contemporânea, escreve sobre afetos, memória, passagem do tempo, cotidiano e vida coletiva, com atenção particular à palavra e à melodia.

No Recife, desenvolveu sua trajetória em contato com uma geração de compositores que renovou a cena musical do estado. Fez parte da banda Bandavoou e integra atualmente a Reverbo, mostra de encontro e circulação da canção autoral pernambucana, e construiu parcerias com artistas como Juliano Holanda, Flaira Ferro e Martins. Esse percurso coletivo acompanha uma escrita própria, em que imagens ligadas à natureza e ao sertão convivem com experiências urbanas e temas que dialogam com públicos de outros lugares.

Suas canções começaram a ser gravadas por outros intérpretes antes mesmo de seu primeiro álbum solo, e seguiram sendo depois dele. Ceumar gravou “Todas as Vidas do Mundo” no álbum Espiral (2019), dando início a uma parceria que também chegou aos palcos. Em 2021, Ney Matogrosso gravou “Estranha Toada”, escrita por PC com Martins, em Nu com a Minha Música. No ano seguinte, Simone incluiu “Imã”, de PC, e “Por Que Você Não Vem?”, parceria com Joana Terra, no disco Da Gente. Em 2024, Mariana Aydar e Mestrinho gravaram “Alavantu Anahiê”, parceria de PC com Isabela Moraes, no álbum Mariana e Mestrinho. Essas gravações ampliaram o alcance de sua obra e afirmaram seu lugar como compositor na música brasileira.

Seu primeiro álbum solo, Amor, Saudade e Tempo (2020), produzido por Juliano Holanda, reuniu canções compostas ao longo de diferentes momentos de sua vida e contou com as participações de Mônica Salmaso e Ceumar. O disco apresentou uma escrita capaz de alternar delicadeza e intensidade sem perder a comunicação direta com o ouvinte. Em Me Dê Notícias do Universo (2024), também produzido por Juliano Holanda, PC Silva ampliou o campo temático e sonoro de suas canções. O álbum reúne Zeca Baleiro, Juliana Linhares, Ezter Liu e Marcello Rangel e aproxima questões íntimas de uma observação mais ampla do mundo.

Nos palcos, PC apresenta sua obra em diferentes formações, do encontro próximo entre voz, violão e público a apresentações com banda. Projetos como os shows em parceria com Ceumar e as sessões Na Sua Casa, nas quais testou canções inéditas diante de plateias pequenas, integram esse processo contínuo de criação. Suas apresentações passaram por espaços como a CAIXA Cultural Recife, o Espaço Cultural BNDES, no Rio de Janeiro, e a Sala Itaú Cultural, em São Paulo. Ao longo de 2026, realiza a turnê Eu Vou Ganhar o Mundo, em formato voz e violão, com shows em mais de 20 cidades do Brasil e de Portugal. Entre a herança poética do Pajeú e a experiência contemporânea da cidade, PC Silva constrói uma obra que circula tanto na própria voz quanto na de outros intérpretes.

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